a preocupação

 Tudo e todos. Sempre dando um jeitinho, uma manha, um atalho, um cadafalso, uma ilusão para abrigar a todos, sabendo, ainda que longe, ser impossível. O defeito em cuidar de todos e esquecer de si mesmo ampla e pesadamente a ponto de não saber onde estão as chaves de casa ou o vaso de água seco. O menino que insiste em pegar o mundo com a mão sendo que sua família só espera o mais leve e fino toque, o caloroso toque da preocupação, carinho e afago vindo dele, apenas isso, o básico; o qual ele gasta com mundos imaginários que mesmo que sejam saudáveis, não são o suficiente, o preciso em muitos momentos. Um menino que insiste em pegar o mundo com as mãos e esquece de brincar dele, como se a tarde não fosse acabar. Um caminhão de culpa raspa a criança todos os dias (ou a atropela?) e ela quer tudo em todos os sentidos, e esquece do básico, do simples, do necessário.

Comentários