Futebol ao sol

 Tempo de chuteiras. Era a época em que eu andava pelas tardes numa febre de só pensar em futebol, achava mesmo que seria jogador e nisso fiava todos meus esforços e corpo. Assistia religiosamente aos jogs, as notícias, os bate-bolas esportivos, os comentários, discussões, estatísticas, dicas de jogadores, craques Ronaldinho Gaúcho, Káká, Messi, Shevchenko, Drogba, Ronaldo etc. técnicas, as polêmicas, tudo quanto era relacionado a esse mundo. Pela manhã, assistia, à tarde, matava aula para jogar bola, treinar nos times da época (uns dois, creio) e à noite participava das peladas diárias na quadra da praça do Airton Teles, jogo pegado e duro, onde sempre tentava provar o meu melhor e ao que vim. Um dia, num teste para as categorias de base do time principal da cidade, meu sonho de sempre, algo aconteceu. Fui reprovado logo de cara pois não possuía o preparo físico exigido e também não tinhao ritmo dos outros jogadores, além de outras complicações como panelinhas entre os membros da equipe e comissão técnica, mas aí já não sei se é verdade. O que sei é que foi um dia fatídico que acabou de vez com o meu sonho e um dos dias em que lembro como o dos que mais chorei na vida, sem pestanejar nem nada. Mas o futebol sobretudo, continua sendo mágico.

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